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    <title>archive &amp;mdash; 22</title>
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    <description>It might be over soon...</description>
    <pubDate>Wed, 12 Aug 2026 07:36:07 +0000</pubDate>
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      <title>Mês da Biblioteconomia Negra</title>
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      <description>&lt;![CDATA[Em novembro, mês em que ocorre o Dia da Consciência Negra, o Grupo de Trabalho Relações Étnico-Raciais e Decolonialidades (GT-RERAD) está realizando ações para celebrar a Biblioteconomia e as pessoas bibliotecárias negras. &#xA;&#xA;Como bibliotecária negra, graduada em uma universidade pública do Nordeste e que só teve dois professores negros durante sua formação, qualquer ação positiva para divulgar e celebrar esses profissionais me alegra. &#xA;&#xA;!--more-- &#xA;&#xA;Quase toda minha graduação, eu me dediquei à pesquisa. E, nesse sentido, eu sempre quis escrever sobre temáticas étnico-raciais relacionando-as com as questões de informação, seja criticando os instrumentos de organização do conhecimento, seja discutindo mediação da informação de/para a população negra, ou até mesmo identificando o que é produzido sobre o tema pela comunidade científica. Escrevi dois projetos de mestrado sobre, um deles aprovado, mas não levei nenhum adiante. Surgiu um medo de que eu fosse a bibliotecária/pesquisadora negra que só fala de questões negras e não produz &#34;ciência de verdade&#34;.&#xA;&#xA;Em 1996, Lorna Petterson, uma bibliotecária estadunidense, já apontava que os estudos sobre questões raciais na Biblioteconomia não eram levados a sério. Como se tudo que fosse produzido sobre o tema derivasse apenas da experiência pessoal e não tivesse rigor científico (PETERSON, 1996). Entre 2017 e 2019, eu ainda tinha essa preocupação.&#xA;&#xA;Na disciplina Métricas da Informação e do Conhecimento na Web, que cursei no primeiro semestre do mestrado com um dos professores negros que tive na graduação, tive mais uma oportunidade para fazer um trabalho e eu queria que fosse sobre as relações étnico-raciais na ciência. Dessa vez, eu fiz. Era &#34;só&#34; para uma disciplina, não teria problema. Fui aprovada e, depois da disciplina, o trabalho foi pra gaveta. &#xA;&#xA;O GT-RERAD surgiu num momento importante para mim. Ver um grupo de trabalho criado para focar exatamente naquilo que eu tinha medo de desenvolver, enquanto profissional, me deu esperanças. Quando abriu a chamada para trabalhos do 7° Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria, decidi resgatar o trabalho da disciplina, fazer algumas correções e submeter para avaliação. &#xA;&#xA;Que surpresa quando o trabalho foi aprovado. Apresentei no evento, na trilha sobre Webometria e Altmetria, e os ouvintes tinham perguntas direcionadas para mim, eu que nunca recebia perguntas em eventos. O artigo foi, então, convidado para ser estendido para um capítulo de livro. Tinha valor naquilo que eu escrevi, pesquisei, desenvolvi. Eu nunca duvidei, mas tinha medo que as outras pessoas duvidassem. Quanta coisa eu deixei pra trás por medo de ser incompreendida e de ter meu valor profissional reduzido...&#xA;&#xA;Voltando ao Mês da Biblioteconomia Negra, o GT-RERAD está divulgando sob a hashtag #BiblioteconomiaNegra no Twitter e no Instagram, profissionais negros da área. Eu até apareci lá! É muito bom ver esse tipo de ação, ver outros profissionais com as minhas características. É melhor ainda ver que eles desenvolvem trabalhos nas mais diversas áreas e que nós podemos ocupar tantos espaços: bibliotecários, pesquisadores, professores, gestores, poetas e muito mais.&#xA;&#xA;Que nesse mês a gente possa refletir sobre a nossa área e sobre as nossas práticas, pensando as relações étnico-raciais e a decolonialidade. &#xA;&#xA;PETERSON, L. Alternative perspectives in library and information science: issues of race. Journal of Education for Library and Information Science, v. 37, n. 2, p. 163-174, 1996. DOI https://doi.org/10.2307/40324271. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/40324271. Acesso em: 04 ago. 2020.&#xA;&#xA;#archive #bci #bantu]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Em novembro, mês em que ocorre o Dia da Consciência Negra, o Grupo de Trabalho Relações Étnico-Raciais e Decolonialidades (GT-RERAD) está realizando ações para celebrar a Biblioteconomia e as pessoas bibliotecárias negras.</p>

<p>Como bibliotecária negra, graduada em uma universidade pública do Nordeste e que só teve dois professores negros durante sua formação, qualquer ação positiva para divulgar e celebrar esses profissionais me alegra.</p>

 

<p>Quase toda minha graduação, eu me dediquei à pesquisa. E, nesse sentido, eu sempre quis escrever sobre temáticas étnico-raciais relacionando-as com as questões de informação, seja criticando os instrumentos de organização do conhecimento, seja discutindo mediação da informação de/para a população negra, ou até mesmo identificando o que é produzido sobre o tema pela comunidade científica. Escrevi dois projetos de mestrado sobre, um deles aprovado, mas não levei nenhum adiante. Surgiu um medo de que eu fosse a bibliotecária/pesquisadora negra que só fala de questões negras e não produz “ciência de verdade”.</p>

<p>Em 1996, Lorna Petterson, uma bibliotecária estadunidense, já apontava que os estudos sobre questões raciais na Biblioteconomia não eram levados a sério. Como se tudo que fosse produzido sobre o tema derivasse apenas da experiência pessoal e não tivesse rigor científico (PETERSON, 1996). Entre 2017 e 2019, eu ainda tinha essa preocupação.</p>

<p>Na disciplina Métricas da Informação e do Conhecimento na Web, que cursei no primeiro semestre do mestrado com um dos professores negros que tive na graduação, tive mais uma oportunidade para fazer um trabalho e eu queria que fosse sobre as relações étnico-raciais na ciência. Dessa vez, eu fiz. Era “só” para uma disciplina, não teria problema. Fui aprovada e, depois da disciplina, o trabalho foi pra gaveta.</p>

<p>O GT-RERAD surgiu num momento importante para mim. Ver um grupo de trabalho criado para focar exatamente naquilo que eu tinha medo de desenvolver, enquanto profissional, me deu esperanças. Quando abriu a chamada para trabalhos do 7° Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria, decidi resgatar o trabalho da disciplina, fazer algumas correções e submeter para avaliação.</p>

<p>Que surpresa quando o trabalho foi aprovado. <a href="https://youtu.be/bvhvhpKBjMI" rel="nofollow">Apresentei</a> no evento, na trilha sobre Webometria e Altmetria, e os ouvintes tinham perguntas direcionadas para mim, eu que nunca recebia perguntas em eventos. O artigo foi, então, convidado para ser estendido para um capítulo de livro. Tinha valor naquilo que eu escrevi, pesquisei, desenvolvi. Eu nunca duvidei, mas tinha medo que as outras pessoas duvidassem. Quanta coisa eu deixei pra trás por medo de ser incompreendida e de ter meu valor profissional reduzido...</p>

<p>Voltando ao Mês da Biblioteconomia Negra, o GT-RERAD está divulgando sob a hashtag <a href="/vinteedois/tag:BiblioteconomiaNegra" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">BiblioteconomiaNegra</span></a> no Twitter e no Instagram, profissionais negros da área. Eu até <a href="https://twitter.com/RFebab/status/1324471553837465609?s=20" rel="nofollow">apareci</a> lá! É muito bom ver esse tipo de ação, ver outros profissionais com as minhas características. É melhor ainda ver que eles desenvolvem trabalhos nas mais diversas áreas e que nós podemos ocupar tantos espaços: bibliotecários, pesquisadores, professores, gestores, poetas e muito mais.</p>

<p>Que nesse mês a gente possa refletir sobre a nossa área e sobre as nossas práticas, pensando as relações étnico-raciais e a decolonialidade.</p>

<p>PETERSON, L. Alternative perspectives in library and information science: issues of race. Journal of Education for Library and Information Science, v. 37, n. 2, p. 163-174, 1996. DOI <a href="https://doi.org/10.2307/40324271" rel="nofollow">https://doi.org/10.2307/40324271</a>. Disponível em: <a href="https://www.jstor.org/stable/40324271" rel="nofollow">https://www.jstor.org/stable/40324271</a>. Acesso em: 04 ago. 2020.</p>

<p><a href="/vinteedois/tag:archive" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">archive</span></a> <a href="/vinteedois/tag:bci" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">bci</span></a> <a href="/vinteedois/tag:bantu" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">bantu</span></a></p>
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      <guid>https://blog.bantu.social/vinteedois/mes-da-biblioteconomia-negra</guid>
      <pubDate>Tue, 10 Nov 2020 11:10:20 +0000</pubDate>
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      <title>Por que Vinte e Dois?</title>
      <link>https://blog.bantu.social/vinteedois/por-que-vinte-e-dois</link>
      <description>&lt;![CDATA[De acordo com a numerologia: &#xA;&#xA;  O 22 é uma combinação rara de ideal e pragmatismo. É o número da ambição, mas também é o número do balanço.&#xA;&#xA;Numa quinta-feira chuvosa, 22 de julho de 1993, nasci. E não foi até a minha adolescência que esse número começou a aparecer repetidas vezes para mim. Ou será que foi quando eu realmente comecei a prestar atenção?&#xA;&#xA;!--more-- &#xA;&#xA;Ele está presente em duas das coisas mais importantes da minha vida: 1) num dia 22, comecei a namorar alguém com quem eu não me vejo sem; 2) um dos meus poucos sonhos na vida foi realizado, eu queria me formar na universidade. Às vezes, eu acho que nem importava qual o curso, eu só queria me graduar. Eu colei grau num dia 22, foi catártico pra mim. &#xA;&#xA;Por escolha, comecei a adotar o 22 em usernames em redes sociais ou endereços de e-mail, quando minha escolha de praxe não estava mais disponível. &#xA;&#xA;Às vezes, o 22 aparece como de brincadeira: é a data de lançamento do álbum de algum artista que eu gosto. Ou o álbum tem 22 músicas. Ou o álbum se chama &#34;22, a Million&#34;. Esse último, do Bon Iver, eu nem conhecia. Uma amiga sabendo da minha, agora, fixação com o número, disse que lembrou de mim assim que viu. Foi de onde eu tirei a descrição do blog &#34;It might be over soon&#34;, o nome da música é 22 (over s∞∞n).&#xA;&#xA;Vinte e Dois não é nada tão profundo, mas foi algo que prendeu minha atenção. Sempre que esse número aparece, eu sinto que as coisas estão caminhando para dar certo. Pareceu um bom início para esse blog.&#xA;&#xA;Quanto à numerologia, de acordo com a data do meu nascimento? Não tem nada a ver com 22. É 6.&#xA;&#xA;  Um número voltado para a harmonia. Pessoas que o carregam são reconhecidas pela afetividade e amor, além de serem naturalmente mais compreensivas, buscando sempre uma harmonia com o mundo. Têm ponto de vista diplomático e humanitário. Muita sensibilidade também, podendo sofrer por isso. Além disso, é um número voltado ao trabalho e pode trazer engajamento profissional e senso prático. Número forte de cura.&#xA;&#xA;Vai saber, né? &#xA;&#xA;archive]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com a numerologia:</p>

<blockquote><p>O 22 é uma combinação rara de ideal e pragmatismo. É o número da ambição, mas também é o número do balanço.</p></blockquote>

<p>Numa quinta-feira chuvosa, 22 de julho de 1993, nasci. E não foi até a minha adolescência que esse número começou a aparecer repetidas vezes para mim. Ou será que foi quando eu realmente comecei a prestar atenção?</p>

 

<p>Ele está presente em duas das coisas mais importantes da minha vida: 1) num dia 22, comecei a namorar alguém com quem eu não me vejo sem; 2) um dos meus poucos sonhos na vida foi realizado, eu queria me formar na universidade. Às vezes, eu acho que nem importava qual o curso, eu só queria me graduar. Eu colei grau num dia 22, foi catártico pra mim.</p>

<p>Por escolha, comecei a adotar o 22 em <em>usernames</em> em redes sociais ou endereços de e-mail, quando minha escolha de praxe não estava mais disponível.</p>

<p>Às vezes, o 22 aparece como de brincadeira: é a data de lançamento do álbum de algum artista que eu gosto. Ou o álbum tem 22 músicas. Ou o álbum se chama “<em>22, a Million</em>”. Esse último, do Bon Iver, eu nem conhecia. Uma amiga sabendo da minha, agora, fixação com o número, disse que lembrou de mim assim que viu. Foi de onde eu tirei a descrição do blog <em>“It might be over soon”</em>, o nome da música é <em>22 (over s∞∞n)</em>.</p>

<p>Vinte e Dois não é nada tão profundo, mas foi algo que prendeu minha atenção. Sempre que esse número aparece, eu sinto que as coisas estão caminhando para dar certo. Pareceu um bom início para esse blog.</p>

<p>Quanto à numerologia, de acordo com a data do meu nascimento? Não tem nada a ver com 22. É 6.</p>

<blockquote><p>Um número voltado para a harmonia. Pessoas que o carregam são reconhecidas pela afetividade e amor, além de serem naturalmente mais compreensivas, buscando sempre uma harmonia com o mundo. Têm ponto de vista diplomático e humanitário. Muita sensibilidade também, podendo sofrer por isso. Além disso, é um número voltado ao trabalho e pode trazer engajamento profissional e senso prático. Número forte de cura.</p></blockquote>

<p>Vai saber, né?</p>

<p><a href="/vinteedois/tag:archive" class="hashtag" rel="nofollow"><span>#</span><span class="p-category">archive</span></a></p>
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      <guid>https://blog.bantu.social/vinteedois/por-que-vinte-e-dois</guid>
      <pubDate>Fri, 06 Nov 2020 19:35:08 +0000</pubDate>
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