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Ontem fiquei pensando no tempo que não publico nada em lugar algum, sem que seja a timeline das redes sociais.

Fiquei sentindo falta de escrever, de ter um blog, de jogar pensamentos mais elaborados. De repente eu percebi: mas eu tenho um blog. Tenho uma newsletter também. Tenho uns textos perdidos por aí que nunca ninguém viu. Por que eu não publico nada lá?

Esse pensamento chacoalhou umas tantas inquietações que já me perseguem desde muito. Percebi que eu sinto falta mesmo é de escrever sem culpa. Sem a gramática perfeita. Sem ser o texto coeso com início, meio e fim. Sem ser o textão, mas também sem ser o textinho. Ou qualquer fucking coisa que eu tenha vontade. E que é isso que me impede de publicar um pouco dos sem número de coisas que passam pela minha cabeça e pelo meu corpo.

A culpa.

Já não aguento mais sentir culpa por ser quem eu sou ou quero ser. Com todos os defeitos. A pessoa horrível, ou boa, ou só a pessoa que sou. Incoerente e bagunçada, caótica. Inteligente ou meio burra. Cafona, hipster. Diferentona ou comum demais, que seja.

E nessas eu acabo sendo nada.