dobrado

(Aos que não sabem eu sou o Dobrado, admin e criador da bantu.social.)

A bantu.social existe há mais de dois anos. Ela foi criada com “a intenção de ser um espaço acolhedor e menos tóxico, tentamos ser uma instância que abriga pessoas de todas as nacionalidades, etnias, formatos de corpos, gêneros, de identidades e orientações sexuais diversas, feministas, neuro divergente, independente de religião, raça e orientação política”. Assim é descrito em nossa instância. Esse texto é relativamente novo, sendo construído com o apoio de várias pessoas.

Quando criamos bantu.social o fediverso não era “tudo mato”, como dizem por aí. Encontramos ruas asfaltadas e as pessoas já estavam trocando as luzes para led. Brincadeiras à parte, fomos muito bem recebides por instâncias maiores e eu mantive contato próximo com pessoas da administração da masto.donte.com.br, mastodon.com.br e ursal.zone.

Relatos de problemas entre bantu e ursal.zone

Tudo abaixo representa o meu ponto de vista da situação.

O primeiro atrito sobre Aviso de Conteúdo aconteceu em 5 de Maio de 2022, quando @andrecf@bantu.social fez um toot pedindo para que as pessoas que estavam entrando na ursal naquele momento repensassem sobre o uso de Aviso de Conteúdo para política em linhas públicas ou para seguidores que não eram da mesma instância, já que as regras das instâncias eram diferentes e o uso do Aviso de Conteúdo era importante para muitas pessoas. Me lembro que a @Ursalzona@ursal.zone (admin) fez um toot dizendo que era para colocar Aviso de Conteúdo sobre política. Porém, no mesmo dia a conta @arles@ursal.zone se opôs a isso e citou censura. Nesse momento a admin da ursal apagou os toots e fez outro, dizendo que Aviso de Conteúdo para política era censura e inclusive marcou várias contas da instância ursal.zone e o @andrecf, dando a entender que era uma exigência ou tentativa de interferir nas regras da instância. Os toots da ursal.zone foram apagados, mas ainda restam as respostas do @andrecf@bantu.social. Nesse caso ficou evidente o uso de poder da administradora (uma mulher branca) de uma instância maior chamando outras pessoas para intimidar a opinião de um homem preto.

Isso inclusive gerou reflexão dentro da própria instância da ursal.zone, com pessoas discutindo o uso de Aviso de Conteúdo e como isso afetaria a ursal.zone perante o fediverso: https://ursal.zone/@AnitaEscAltF4/108251073117108539. Ou seja, nem todas as pessoas da ursal.zone são contra o uso de Aviso de Conteúdo, ao contrário do que diz a admin da instância.

Houve também o caso em que eu (@dobrado@bantu.social) fui acusado de “roubar” um emoji de uma versão cartoon do Luís Inácio Lula da Silva, logo após a confusão com o @andrecf@bantu.social. A admin já havia “permitido” usar emojis da ursal.zone outras vezes, porém em uma thread onde nós dois estávamos marcados ela respondeu: “@dobrado num fala mais comigo”. Eu respondi que não estava ignorando ela. Essa conversa passou por:

  1. Ela dizendo que eu a ataquei quando citei como pessoas brancas muitas vezes atacam as outras, pois citei uma discussão nossa em que ela tentou explicar que ela não é branca por ser latina.
  2. Disse “e a ironia é ver o emoji do Lula na Bantu”. No mesmo toot disse que era tudo bem eu pegar, mas achou errado eu não pedir. Sugeriu que eu a via como uma “criatura horrenda que tanto mal fez”, coisa que eu nunca disse. Após eu dizer que ia retirar o emoji da bantu, ela continuou dizendo o quão errado foi eu pegar sem pedir.
  3. Ela começou a dizer que a vida dela era difícil e que não precisava que eu fechasse portas para ela, argumentando que eu a proibi de me seguir. Porém, expliquei que as portas não estavam fechadas: eu apenas deixei de segui-la, a retirei dos meus seguidores e fechei minha conta para me preservar de ataques e toots sem aviso de conteúdo, deixando outros canais abertos.
  4. A conversa terminou com eu pedindo desculpas por algo que eu nem fiz de errado.

Mais recentemente ela enviou uma mensagem direta para mim, uma pessoa que administra outra instância e uma pessoa que modera outra. Nessa DM ela:

  1. Afirmou que as pessoas da ursal estavam sofrendo “bullying” pra usar Aviso de Conteúdo em assuntos de política.
  2. Argumentou que já nos ajudou, que fez propaganda para nós e que nos elogiou. Como se nos cobrasse pelo seu comportamento gentil.
  3. Quis a suspensão da conta de uma pessoa que falou que ia bloquear quem não usasse Aviso de Conteúdo para política. Chamou a pessoa dessa conta de “canalha”, disse que bloqueou a conta. E pediu para que essa conta fosse apagada.
  4. Disse que uma pessoa que modera a bantu.social mentiu ao dizer que ela, a admin da ursal, atua para não ser usado Aviso de Conteúdo em política. Sendo que ela mesma sustentou não usar Aviso de Conteúdo, na thread sobre a conta do ponto anterior, e apagou posteriormente. E também postou sobre isso em outra thread.
  5. Terminou dizendo que qualquer toot falando mal da ursal, incitando usuário ou fazendo provocações ia ser denunciado como discurso de ódio.

Isso resume bem os problemas com a instância e como isso atinge as pessoas que tem conta aqui. Quando a Ursalzona fala “nunca tive denúncias de racismo”, talvez seja porque ela esta intimidando as pessoas e ninguém veja sentido em denunciar a administradora da instância.

Após o bloqueio da mastodon.art vimos como foi desastrosa a forma como ela lidou com a situação, inclusive usando choro como estratégia para silenciar pessoas marginalizadas. E como, novamente, ela usou de seu poder como administradora de uma instância grande para incentivar pessoas a atacar a mastodon.art. E ainda fez declarações consideradas transfóbicas, como mostra o relato da administração da mastodon.art.

Em nenhum momento a Ursalzona se dispôs a reconhecer ou escutar as acusações de racismo e preferiu desacreditar as pessoas que tentaram mostrar os problemas de suas atitudes. Por isso, eu creio que essa não seja uma instância com a qual queremos interagir, nem que nos faça bem como coletivo. Sei que muitas pessoas daqui seguem pessoas de lá, mas enquanto a administradora não se portar de forma razoável e menos bélica, não acho que seja viável manter uma ligação com a instância.

Sobre o bloqueio

O bloqueio não será definitivo. Estamos abertos a conversar e, se houverem mudanças, retirar o bloqueio. Para quaisquer dúvidas e respostas sobre o assunto, meu email é dobrado@duck.com

Pensando hoje eu percebi que andar com meu pinto dentro da calça não faz sentido. Sou uma pessoa vista como homem pela sociedade. Todos sabem que eu sou homem, sabem que eu nascei homem e sabem que eu tenho um pinto. A maioria absoluta do mundo não sabe os detalhes dele, lógico. Seu tamanho, cor e formato. Mas todo sabem ou assumem que eu tenho um pinto. Hoje um pouco menos da metade população mundial é de pessoas que possuem pinto. Se é algo tão comum, se faz tão parte da nossa vida, por que esconder?

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Ontem eu testei o Steam deck e achei bem bom. Joguei os jogos:

  • Horizon Zero Dawn
  • Factorio
  • Hollow Knight
  • No Man's Sky
  • The Outer Worlds
  • Civilization VI

Construção

O pacote é bem bom, não muito enfeitado, bem numa caixa de papelão simples e dentro vem o estojo. Achei ele muito grande, mas a qualidade é ótima. O fio do carregador é curto, então você precisa ter uma tomada perto de você. A construção é de plástico, mas de boa qualidade. Reparei apenas em algumas rebarbas, mas nada grave. A tela é ótima, apesar da proporção me parecer estranha (não sei se é diferente do normal).

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Recentemente sai pedindo dicas de câmeras para algumas pessoas por ai. Mas não eram quaisquer câmera. Elas precisavam ter um ar de “pseudo-cult-intelectual”, ou seja, Lomo. Meu maior problema com as Point n Shoot eram os atrasos para tirar as fotos devido ao auto-focus. Mas apelar pra uma Mirrorless ou uma DSLR era demais pra mim. Um celular bacana poderia ser a resposta pra isso, mas todos nós sabemos que até o App de câmera abrir e tirar a foto, pode ser alguns segundos pedidos, além de todas as distrações do smartphone. Ele é uma boa câmera, mas isso sempre vai ser secundário.

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(ou “Sobre saber quem sou”)

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Era Agosto de 2021, esse ano não houve festa junina e uma mínima esperança de festas de fim de ano com a família ainda brilhava timidamente dentro do coração das pessoas. Foi um ano difícil, e continua sendo, para todos nós.

No quinto dia daquele mês eu tive uma ideia:

Vou fazer uma instância para pessoas pretas e pardas brasileiras. Sugestões de nomes?

Meu mano André Farias respondeu na hora com sugestões de nomes. E logo após isso eu já havia registrado o domínio bantu.social.

O Mastodon

Ta, mas e daí? O que é uma “instância”?, você me pergunta.

Instância é o nome que se da para sites que rodam o Mastodon. Uma rede social federada que usa o protocolo Activity Hub.

Ta, mas e daí?, você sabiamente me pergunta de novo.

Ninguém precisa saber como o Mastodon funciona por baixo dos panos, mas imagine um mundo onde você, na sua conta do Twitter, pode falar com seus amigos do Facebook e Instagram? É quase isso, só que melhor, com mais moderação, pessoas de verdade, sem anúncios, etc.

O Mastodon se parece bastante com o Twitter, com alguns recursos. Mas não existe “um mastodon” e sim várias redes interligadas. Para pessoas brasileiras ou que falam português, nós temos:

  • masto.donte.com.br
  • mastodon.com.br
  • social.pesso.al
  • colorid.es

Com essas quatro instâncias (e centenas de outras) as pessoas podem se comunicar com pessoas de outras instâncias. Mas cada uma uma tem suas próprias regras, administradores e tema.

Se quiser saber mais, sobre redes federadas, recomendo esse excelente episódio do Toca do Saci: https://klh.radiolivre.org/library/tracks/76/

A bantu.social

Naquele Agosto, a ideia era criar uma instância para pessoas pretas e pardas. Mas eu sou preto e uchinanchu. Achei que seria mais justo usar o termo “não-brancas” e deixar a bantu aberta também para pessoas amarelas e indígenas.

Na bantu temos regras bem específicas contra racismos e preconceitos. Hoje somos em torno de 20 pessoas ativas. Postando discutindo coisas sérias e bobagens do cotidiano. Isso se tornou um espaço para conhecermos a nós mesmos e pessoas parecidas conosco. :)

Capítulo 1 – Escatologia

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Há dois anos apareceu um quadrado preto no céu. Acharam que era alienígena, que eram deuses enfurecidos, que era buraco de minhoca. Aliás, deram nome de Buraco de Hawking, em homenagem ao finado cientista. Não sei se eu gostaria de ter um buraco com meu nome, depois de morrer.

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Era domingo e acordei cedo. Lavei o rosto como quem limpa a vergonha na pia e antes mesmo de escovar os dentes, senti que precisava de um café da manhã. Mas nada saudável, sim aquele pastel engordurado frito em óleo velho que não serve nem para fazer biodiesel. Coloquei o chinelo velho e desci a rua cheia de carros encostados no meio fio da já pequena calçada.

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Quando criança eu sempre ouvia do meu pai:

  • “Homem que é homem não acha outro homem bonito!”
  • “Homem que é homem gosta de mulher!”
  • “Quem gosta de homem é viado!”

A definição de homem explicada por ele era bem simplista: Ter um pinto, comer mulher e não olhar pra outro homem. Olhar pra um pinto? Nem pensar! Homem não olha pro pinto nem na hora de mijar. Por isso que hoje, só faço xixi sentado.

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